La

Ando muito tempo em cima das rodas verdes,
costurando as ruas e o princípio do próprio tempo,
antecipando os horários e trazendo nos pés o vento.
Vendo em travellings a vida das árvores
e levando buzina nos ouvidos das aves.
Corro para dar conta da conta das estrelas que me ligam à terra
e evaporo tudo que de mal pousa
Morro por nascer de novo todos os dias, mesmo que para lavar a louça
leio o que me dignifica e a pornografia du Bucage
e voo como pássaro que sou, que age.
Durmo o que for preciso para dançar de novo.
E sonho dançando, danço sonhando
Brincando com as pedrinhas que busco no mar
Nadando dentro do azul
Indo e voltando da América do Sul
1 comentários:
Olá!
Como vais? Por onde vais?!
Beijinhos caldenses
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